O Cuca Legal é uma equipe interdisciplinar, ligada à Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
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Apresentação

O compromisso do Projeto Cuca Legal é levar informações científicas atualizadas para pais e educadores com a premissa de que o conhecimento é a base da promoção de saúde e da prevenção de transtornos mentais. Nesse contexto, boa parte do processo de formulação do nosso material é dedicada à “tradução e adaptação” de conteúdos de alta complexidade em atividades interativas, com linguagem acessível para o público.

O Projeto Cuca Legal é formado por profissionais altamente qualificados nos campos da neurociências, psicologia e psiquiatria. Nossa equipe atua na área da saúde mental e dependência química, tendo ampla experiência em ensino, pesquisa e assistência.

É importante lembrar que o enfoque dos encontros, particularmente os que são direcionados a transtornos mentais, é na SAÚDE, porém sem negligenciar a existência de estados mentais que fogem à “normalidade”.

Os temas apresentados abrangem uma série de assuntos, que são reformulados de acordo com o surgimento de novas evidências científicas e com as demandas solicitadas. O diferencial de nossa empresa é ter uma equipe extremamente qualificada e criativa, capaz de criar soluções originais para diferentes demandas na área de saúde mental e dependência química.


 

Temas
As dimensões entre a Saúde Mental e os Transtornos: promoção e prevenção

Os transtornos mentais são condições de alta prevalência e que frequentemente causam prejuízos inestimáveis a portadores, familiares e amigos. Apesar disso, a falta de conhecimento da população a respeito deste assunto é enorme, acarretando uma série de pré-conceitos, e impedindo a promoção de saúde, a prevenção de transtornos e a busca por tratamento adequado. 

Nesta palestra, os limites entre saúde, problemas e transtorno mental são discutidos. Além disso, estratégias de promoção de saúde mental e prevenção de transtornos mentais são apresentadas, visando o fator primordial para a mudança desse complexo paradigma: a informação.


Estigma
Estigma é um movimento de desaprovação social que geralmente envolve três elementos: falta de conhecimento, atitudes preconceituosas (pensamentos e emoções negativas tais como raiva, ansiedade ou nojo em relação a uma pessoa) e discriminação em forma de comportamento de rejeição e evitação1. O estigma pode se referir a outras pessoas ou a si mesmo. Diversos estudos vêm apontando que o estigma é uma barreira importante que separa uma pessoa portadora de transtorno mental de buscar o tratamento adequado.
Esta palestra revela o impacto do estigma na vida de pessoas que enfrentam um transtorno mental, desvenda os componentes do estigma e oferece um espaço de discussão sobre as estratégias que vêm sendo estudadas no combate ao estigma.
1Stigma: ignorance, prejudice or discrimination? Thornicroft, G. British Journal of Psychiatry (2007).


Medicalização: realidade e mitos
Nas últimas décadas, o número de prescrições de psicofármacos vem subindo. Frente a isso, debates polarizados sobre a consistência de certos diagnósticos e a propriedade de alguns tratamentos vêm sendo instituídos.
Nesta palestra serão analisados os fatores sociais que vêm contribuindo para esse impasse, discutindo os mitos e a realidade a respeito de diagnósticos e de tratamentos psicofarmacológicos específicos.


Depressão, autolesão e suicídio
Segundo um recente relatório da Organização Mundial de Saúde1, a depressão atinge 11,5 milhões de pessoas no Brasil (5,8% da população). O total de pessoas com o transtorno cresceu 18% de 2005 a 2015, corroborando com a previsão de que a depressão será a doença mais incapacitante do mundo até 2020.
Esta palestra tem como objetivos esclarecer a prevalência, a neurobiologia e o quadro clínico da Depressão, assim como examinar as formas de prevenção e tratamento do transtorno. Neste mesmo encontro, será realizada uma roda de conversa sobre autolesão e suicídio, aonde serão abordadas estratégias de detecção, o que fazer e o que não fazer em casos de risco.
1Depression and other common mental disorders: global health estimates (2017), OMS.


Ansiedade: da normalidade ao transtorno
Os transtornos relacionados à ansiedade afetam mais de 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população)1. Esse número é particularmente expressivo porque a ansiedade abrange um conjunto de diagnósticos diversos como a Ansiedade Generalizada, a Ansiedade Social e a Síndrome do Pânico. Por outro lado, a ansiedade é primariamente um fenômeno psicológico adaptativo, ou seja, extremamente útil no nosso cotidiano.
Nesta atividade serão apresentadas as nuances entre a ansiedade adaptativa e os transtornos de ansiedade, a influência biológica e ambiental desse fenômeno psicológico, os diagnósticos associados à ansiedade e estratégias de manejo e tratamento dos quadros patológicos.
1Depression and other common mental disorders: global health estimates (2017), OMS.


Mau desempenho escolar ou acadêmico: identificação e manejo de problemas e transtornos de aprendizagem
O mau desempenho acadêmico pode ser causado por diversos fatores, entre os mais comuns estão os problemas e os transtornos de aprendizagem. Problemas de aprendizagem são geralmente ocasionados por fatores externos, muitas vezes transitórios, como estratégias pedagógicas insatisfatórias, bullying, má alimentação e insônia. Por sua vez, os transtornos de aprendizagem são condições associadas a fatores intrínsecos, com certo comprometimento neurobiológico. Nesta palestra, serão apresentados os problemas e os transtornos de aprendizagem mais prevalentes como a dislexia, a discalculia, a disgrafia e a disortografia, com enfoque na identificação, compreensão do quadro e manejo dessas situações em contextos dentro de classe e fora dela.


Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
A prevalência do Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade ao redor do mundo é de 5,29%1. Tomando isso em consideração, cerca de 95% das pessoas não apresenta este diagnóstico. Nos últimos anos, muito tem se discutido a respeito do TDAH e a polarização entre os que são pró e contra o diagnóstico e tratamento contribui para que se mantenha uma realidade onde muitas pessoas que necessitam do tratamento não o recebam e em que muitas pessoas apresentem diagnósticos duvidosos. Nesta palestra, apresentam-se dados atualizados sobre a prevalência, as causas, o quadro clínico e o tratamento farmacológico e não farmacológico do TDAH. Muita atenção é prestada aos movimentos de “superdiagnóstico” e o enfoque é tanto de validação da vasta literatura sobre o transtorno quanto de esclarecimento sobre condições que podem simular o quadro clínico do TDAH. 1The worldwide prevalence of ADHD: A systematic review and metaregression analysis. Polanczyk e cols. (2007). The American


Transtorno do Espectro Autista (TEA)
O autismo e as condições associadas ao seu espectro têm sido objeto de pesquisa prolífica nos últimos anos. Novos conhecimentos a respeito das causas, das sutilezas de seu quadro clínico e de métodos de abordagem são um campo riquíssimo para discussão. Entre todos esses conhecimentos, o maior consenso é que a identificação precoce é fundamental para um bom prognóstico das pessoas que apresentam o quadro. A proposta deste encontro é realizar uma revisão de novos (e antigos) saberes sobre o transtorno do espectro autista, com enfoque nos sinais e sintomas para a identificação precoce, o manejo comportamental assertivo e as novidades sobre o tratamento.


Treinamento de habilidades sociais
Em uma realidade onde o convívio presencial vem sendo substituído pelo virtual e a experiência de vida em contextos familiares numerosos, como tínhamos antigamente, é cada vez mais incomum, os desafios da interação social tornam-se cada vez mais complexos. Nesta palestra abordamos as formas mais frequentes de dificuldades de interação social (ansiedade e estresse, comportamento antissocial, baixa confiança, falta de oportunidade ou déficit cognitivo) e apresentamos os fundamentos e a prática de um treinamento de habilidades sociais.


Competências socioemocionais: o que são e como promovê-las?
As competências socioemocionais são um conjunto de habilidades que auxiliam a pessoa a lidar consigo mesma, a relacionar-se com os outros e a realizar tarefas de forma competente e ética. Nesta palestra abordamos o autoconhecimento, a empatia, a assertividade, a capacidade de autocontrole e as habilidades sociais - consideradas as habilidades emocionais primordiais - com enfoque na compreensão e nas formas de promovê-las em contextos escolares e extra-classe.


O desenvolvimento do caráter
Pesquisadores como Martin Seligman e Christopher Peterson - pioneiros na área da psicologia positiva - postularam que “caráter” se refere a um conjunto de fatores que, quando desenvolvidos, levam a uma vida mais plena, produtiva e feliz. Seus estudos, passaram a considerar 24 fatores fundamentais agrupados em 6 grupos: sabedoria, coragem, humanidade, transcendência (que inclui aspectos voltados à espiritualidade, ao humor e à gratidão), a justiça e a capacidade de moderação. Essa palestra tem o objetivo de abordar a ciência por trás do desenvolvimento do caráter oferecendo uma visão ampla do assunto, sem deixar de discutir estratégias que podem ser adotadas para o desenvolvimento de crianças e adolescentes.


Treinamento de Pais
Nos dias de hoje, os padrões de comportamento e os hábitos de crianças e adolescentes vêm se modificando rapidamente, deixando pais e tutores educacionais frequentemente desorientados. É “normal” que um menino de 12 anos solicite bebidas energéticas para a sua festa de aniversário? É “normal” que uma menina de 14 anos ainda goste de brincar? Mudanças na estrutura familiar, no papel da escola e no papel do próprio jovem na sociedade tornam esta equação ainda mais complexa. Diante disso, será que manejos ancorados em uma realidade passada são eficientes em uma realidade que está em constante transformação? Nesta atividade é promovido um debate a respeito dessas transformações sociais e é construído um espaço onde estratégias de manejo baseadas em evidência científica, centradas no reforço positivo, são analisadas.


Dependência a tecnologias: o que é normal e o que é patológico?
Nas últimas décadas, o uso de gadgets (aparelhos eletrônicos portáteis) conectados à internet transformou o cotidiano de jovens e adultos. Os parâmetros de uso adequado (quantidade de horas online, idade mínima para acesso, tipo de conteúdo) geram bastante confusão entre pais e responsáveis. Além disso, estudos recentes vêm identificando um padrão de uso patológico de aparelhos e jogos eletrônicos, caracterizado como uma dependência comportamental, em diversos aspectos, muito semelhante à dependência química. Nesta palestra serão abordados os reflexos do conteúdo e do uso excessivo de aparelhos e jogos eletrônicos em crianças e adolescentes, sugestões de parâmetro adequado de uso, os tipos de dependência tecnológica e como preveni-las.



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O Projeto Cuca Legal também oferece programas customizados, considerando-se as necessidades e o contexto da escola ou da instituição.
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